quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

#Color blocking


Em uma busca no google o termo, color blocking vem seguida da palavra: tendência. De fato é uma tendência da moda. Se traduzirmos ao português, color blocking, temos color block = bloco de cores. As imagens fala por si, só. E alguns pessoas podem lembrar das roupas dos anos 80, e falar: Essa moda é antiga! 
 




Essa mistura de cores vibrantes com contraste num mesmo look, ou seja, montar um look misturando cores como fosse em camadas (blocos). Pode causar um certo choque, pois antes era meio improvável juntar cores vibrantes em combinações, nada melhor do fazer um jogo de cores. 

Mas não é apenas misturar as peças lisas e de cores, esta tendência também inclui as listras um pouco mais grossas, com cores fortes, as bolsas, sapatos, cintos, sobreposições das peças, precisa também ter um pouco de ousadia para entrar nesta brincadeira.
Na última edição de 2011 da Vogue Britanica, temos a nossa querida Gisele, que trás desde a capa com um visual colorido metalizado. E dentro da revista temos vários looks inspiradas na tendência color blocking.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DIY: Do it Yourself


Este termo tem sido bastante popular nos últimos anos, especialmente na internet e nos blogs. O significado esta descrito no próprio Post, sigla da expressão em inglês: Do it Yourself, em português temos: Faça você mesmo!!
Alguns blogs e sites ficaram tão profissionais que virou fizeram um livro, que é o caso do P.S.- I made this...Também existe o Honestly wtf e o Diyfashion, I Spy DIY ambos no mesmo estilo, que é de 'colocar a mão na massa e fazer algo, principalmente aquelas peças de desejos de moda, que custam $$$ muitas cifras para o nosso bolso pequeno bolso. 

Encantada e inspirada pelo espirito criativo do DIY, pensei que seria uma boa ideia um DIY para postar no blog, para isso escolhi fazer uma pulseira de trilhos semelhante a uma que existe no Honestly...wtf .

Materiais:

- fio encerado
- 1 metro de corrente de bolinha
- 1 fecho de sua preferência
- Argolas prateadas para acabamento
- Alicate para bijouteria (ponta fina)
- Tesoura

- Fita métrica

Execução:

Para inovar com toque pessoal e colorido comprei fios nas cores pink e outro turquesa (sendo um fio é pouco mais fino do que o outro fio). 
Importante medir antes no braço, escolher a quantidade voltas  que gostaria de ter em sua pulseira.  
Para iniciar peguei o fio no meio, deixei ficar uma espécie de arco, depois que peguei o segundo fio (mais fino) dei algumas voltas em torno do fio base.
Em seguida peguei a corrente de bolinhas e comecei a passar o fio, dando voltas em ambos....isso foi até o fim. 
Para finalizar coloquei esta bolinha, dei nós para deixar bem fixo...vários nós. E pronto, cortei, coloquei o fecho.
Importante ter um pouco de destreza para utilizar alicate, na hora de colocar os aros e o fecho, mas se não tiver...não desanime pois na pulseira original não existe os aros e fechos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Amarrar e Tingir

Tye and Die, a tradução é clara: 'Amarrar e Tingir' e pronto!! Esta é uma técnica, nascida na África do Norte, bastante simples por ser o processo do qual é derivado o seu nome, pois amarra-se o tecido de formas diferentes e o mergulha em tintas de cores para tingi-lo. Ao dobrar, amarrar, preguear, enrugar e plissar os tecidos para depois banha-lo em tinta, cria formas e resultados inusitados e únicos, uma vez que parte do tecido recebe em maior ou menor escala os pigmentos das tintas.

Vogue n.º 389/Janeiro 2011
Na coleção de 2004, Miuccia Prada fez uma coleção repleta de tie-dyes e de tingimentos com acabamentos rústicos e artesanais. Proporcionando imagens belíssimas de mudanças de cor nos tecidos das saias, vestidos e cardigãs. 






E apesar disso, volta meia é normal se deparar com a seguinte pergunta quando usares uma roupa com Tye and Die: "Sua roupa foi manchada na lavagem?" Apenas responda: "Isto não é mancha, e sim um Tie-Die!!"

Referências:
CHATAIGNIER, Gilda. Fio a fio: tecidos, modas e linguagem. São Paulo: Estação das Letras Editora, 2006.
Style.com. Prada Spring 2004. Disponível em: Acesso em: 20 de setembro de 2011.
VOGUE: Brasil. São Paulo: Edições Globo Condé Nast n. 389, p. 34, Janeiro/2011.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Batik

No post anterior falei sobre uma 'estampa' super conhecida, mas e as outras estampas, aquelas que não muito conhecidas (ou até são conhecidas)?!! 

Batik.:
Segundo Chataignier (2006) a palavra Batik é a denominação do idioma mais dominante na Indonésia, que significa desenhado a mão. E trata-se de uma técnica antiga de estamparia, sendo geralmente associada a tecidos estampados de algodão fabricados na Índia e Indonésia. 
Existe alguns modos para fazer o batik, pode-se aplicar cera derretida no tecido, e mergulha-lo em tinta. E usando uma ferramenta para a aplicação de cera quente à mão  chamada, canting, possibilita a criar e fazer qualquer formas e modelos variados, isto por devido partes do tecido que recebe a cera ficarem vedadas e não recebendo a tinta. Com isso possibilitando desenhos sobre o tecido branco ou cru, tingido-os com cores determinadas e permitindo banhos sucessivos de tinta e ainda fazendo tons sobrepostos.


Em meados de 2006, a Adidas lançou uma limitada da coleção de roupas e sapatos (esportivos) com a temáticaAdidas Materials of the World Series. E para a Indonésia, foi criada um série destes artigos, cuja a inspiração foi o Batik, devido marcante simbologia Javanesa. 

No ano de 2009 a UNESCO ao incluir o Batik na 'Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade',  fez uma herança cultural da Indonésia transformar-se não apenas como parte da cultural local e sim reconhecendo como uma representação cultural da humanidade.
Fontes:
CHATAIGNIER, Gilda. Fio a fio: tecidos, modas e linguagem. São Paulo: Estação das Letras Editora, 2006.

domingo, 15 de maio de 2011

Liberty para cá...Liberty para lá

Faz algum tempo que tenho lido (em revistas), ouvido (na TV) e visto (em lojas) a estampa Liberty. Assim como também já li o famoso: “Como usar estampa Liberty” ou já ouvi o popular: “Menina, estampa florida está na moda!” Pronto: resumi meu post com a última frase. Liberty é de fato uma estampa floral, que é super-mega-famosa e nos últimos tempos tem 'bombado' em tudo quanto é lugar. Sim e ela surgiu onde? Bem, essa estampa é uma referência à Liberty, loja inglesa que abriu as portas em 1875, vendendo enfeites, tecidos e objetos de arte provenientes do Japão e do Oriente. A loja tem todo um conceito atrás do seu nome: “Liberty tem sido sinônimo de luxo e excelente design.” O seu fundador, Arthur Lasenby Liberty foi pioneiro ao viajar pelo mundo à procura de peças individuais que inspiravam e animavam sua clientela exigente. Como diz no site deles: “Liberty não é um nome acima da porta, é o legado de Arthur Liberty, que significa integridade, valor, qualidade e acima de tudo, produto muito bem concebido.”

Vogue n.˚ 382-Junho/2010


Nos últimos tempos a Liberty fez parcerias com algumas grifes: Nike, Cacharel e Topshop by Kate Moss, além disso a Liberty resolveu investir em sua própria coleção, que vende exclusivamente sua submarca Liberty of London, com linha de roupas e acessórios de luxo, desde 2005. 


Coleção Cacharel - 2009

Nike by Liberty



Recentemente Carolina Herrera, que Ama de paixão flores e adora inclusive as tolhas de mesa da Liberty, celebra sua nova fragrância com uma parceria com a Liberty London.
Perfume CH L' Eau

Vendo as imagens, logo notamos que Liberty não trata de simplesmente de uma flor, mas de uma padronagem de flores miúdas agrupadas e juntinhas, quando o Mr. Arthur Liberty, notou que a qualidade dos tecidos que ele trazia estava decaindo, teve a brilhante idéia de comprar apenas sedas, cashmeres e algodões crus, e tingir esses tecidos de modo artesanal em Londres a partir de padrões orientais. Com isso a Liberty migrou da decoração para o vestuário, sendo tomada pela cultura popular.
Caso queriam compra clássicos tecidos estampados florais em metro basta ir ao 4˚ andar da Liberty Store (fonte: Vogue n.˚ 371 – Julho/2009 pág. 26). Outros detalhes também podem ser lido no livro:  Liberty & Co. in the Fifties and Sixties, de Anna Buruma.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Tailleurs? Paletós? e Coletes?

Comentei no post anterior sobre essas peças do vestuário e depois me perguntei: “Se perguntarmos a diferença entre colete e paletó acho que diriam assim: "o colete é peça sem mangas, e o paletó é aquele com mangas". E de fato está correta a resposta, mas e o Tailleur? Hein...hein?


Tudo bem, vamos começar pelo básico:

Colete é a peça do vestuário diferenciada pela ‘falta’ de mangas, podendo ter um fechamento simples ou cruzado. No final do século XIX, as mulheres passaram a usar colete com saias e blusas. Dentre os modelos que foram moda nos anos 60, estava a estampa risca-de-giz. Hoje encontramos coletes curtos, que podem ser abertos, com botões ou zíperes.

Marc Jacobs by Bluefly.com

Paletó é uma sobreveste curta e folgada, sem costura na cintura, com bolsos externos que vai até os quadris, sendo apropriado para ocasiões formais, pode ser usado com calça, colete e camisa, e com isso complementando o terno. No início do século XIX nasceu similar ao casaco de montaria, com abotoamento simples e recorte na altura da cintura. Usado tanto na versão masculina quanto na versão feminina em meados do século XIX.
Emporio Armani  by Elle.com

Tailleur significa em francês, alfaiate. Trata-se de um conjunto de paletó [casaco] e saia, ou paletó [casaco] e calça. O tailleur é um traje do guarda-roupa feminino, que começou a ser adotado em 1880, mas foi popularizado pela estilista Coco Chanel (C'est une amie, appelée Gabrielle Chanel), na década de 1950 como a versão feminina do terno. Ela simplificou o corte da roupa, que virou o uniforme da mulher contemporânea. Nos anos 60  era "a" roupa e atualmente é o traje da alta sociedade nos hipódromos.

Valentino by coquelux.com

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pardon me, but I’m tweed!

Estava vendo que o tweed é uma das tendências desse inverno. Sim, e o que é tweed ?? Bem, sei que é um dos tecidos ingleses [mais] populares, no geral é de lã grosso, que apesar do aspecto rústico é bastante aristocrático (Of corse, it is english!!!). Alguns países até copiaram, mas a Grã-Bretanha foi quem melhor fabricou este tecido.  

Desfile da Chanel: Fall 2011/12 e Amostra de tweed de lã
 
Usado na confecção de tailleurs, casacos, jaquetas, mantos, capas, paletós, coletes encontramos também em calças, bolsas e até calçados. Antes os tweeds eram bastante pesados, mas agora temos de todos os tipos, qualidade e cores.
Em 1928, Coco Chanel desenvolver seu primeiro tailler de tweed, graças a fase inglesa que vivia com seu amante, o duque de Westminster. Diz-se que a palavra tweed é a leitura errônea de ‘tweel’ (sarja em escocês).

Vestido Prada by Bluefly.com

Bem, como dizem: “o tweed nunca sai de moda”, “é um clássico”, “é vintage” e “é retrô”!